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quarta-feira, 20 de junho de 2018

Um dia antes de chegar o verão, tempestade de granizo em Lamego - Dia 20/6/2018 pelas 15h11m

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terça-feira, 19 de junho de 2018

Frecha da Mizarela um pedaço de paraíso para se sentir com olhos de ver...

Tem cerca de 70 metros esta queda de água do rio Caima, em plena serra da Freita, no Geoparque de Arouca. Pode ser admirada de vários locais, até de Castanheira, local das "Pedras Parideiras", ou de um miradouro de onde foi tirada esta primeira foto.
É a cascata mais alta de Portugal Continental. A minha primeira vista foi no dia 25 de abril e o verde da paisagem ainda estava envergonhado, não deixando de ser uma luxuriante visita à mãe natureza!
Quem se atreve na descida, tem a possibilidade de uns metros mais abaixo, à esquerda, arriscar ainda mais, por um caminho muito íngreme, que aparenta ser um riacho seco e que de pedra em pedra, permite chegar a umas piscinas naturais, local de onde se contempla cá de baixo, olhando para cima, a mejestosidade da queda de água!
Vale bem a pena...
Este é mais um local onde se deixa um "volto já", para melhor explorar um espetáculo digno de ser contemplado. Fica ainda a dica de existir também uma praia fluvial na aldeia de Albergaria da Serra, que fica na parte de cima da frecha.

sábado, 16 de junho de 2018

Pedras Parideiras, o fenómeno das "rochas mãe" que reproduzem pedras.

Segundo informação prestada no Centro de Interpretação das Pedras Parideiras, existente em Castanheira, freguesia de Albergaria da Serra, concelho de  Arouca – Portugal, este é um fenómeno único no mundo. Pode ser visitado livremente.

Esta imagem acima, é no referido Centro de Interpretação criado num antigo palheiro. Possui esta cobertura apoiada nas próprias pedras (o que não acho muito correto( existe um auditório explicativo, a pagar (2€), existe também a possibilidade de efetuar uma visita guiada, a pagar (4€) e, existe ainda uma loja de recordações.
Do ponto de vista geológico, esta rocha designa-se «granito nodular da Castanheira» e estende-se por uma área de cerca de 1 quilómetro quadrado. Por ação da erosão, os nódulos libertam-se da “pedra mãe” e acumulam-se no solo, deixando no granito uma cavidade. É por isso que os habitantes da aldeia da Castanheira chamaram a esta rocha «Pedra Parideira», por ser «a pedra que pare pedra».
Estes nódulos apresentam dimensões que variam entre 1 e 12 centímetros de diâmetro e, embora sejam constituídos, exteriormente, apenas por biotite, o núcleo é constituído por minerais de quartzo e feldspato.

domingo, 10 de junho de 2018

A cada virar de encosta, uma nova maravilha nos salta à vista. Covas do Monte, um belo quadro!

Se Drave é denominada de aldeia mágica, Pena, aldeia de encantos, como hei-de adjetivar Covas do Monte?
A realidade é que este pitoresco lugar me deixou maravilhado e surpreso, com muita vontade de regressar. Covas fica situada a cerca de 9 quilómetros da Aldeia da Pena e cerca de 6 de Covas do Rio, também pertencente ao concelho de São Pedro do Sul.
É no outro lado da encosta da "Pena", também nas profundezas de um vale em que podemos transportar o olhar até ao alto, onde passa a estrada do "Portal do Inferno", mas isso fica para outra publicação...
Por aqui já nem todos os telhados são de lousa. Mas, percorrer as suas ruas e quelhas é ficar de queixo caído com tudo que a cada passo se nos depara. As construções antigas, os espigueiros, os riachos, as pessoas, os animais, tudo nos faz prender a um lugar que pensávamos só existir nas histórias, mas ainda é bem vivo, neste nosso presente.
Só Deus sabe até quando!

A população atual aqui pouco passa das 30 pessoas mas as cabeças de gado ainda ultrapassam as 500, embora num passado recente a população ascendesse às 50 pessoas e o gado a mais de duas mil cabeças.

Aqui "mergulhamos" num ambiente rural, genuíno e acolhedor. Motivo de agrado para todos quantos a visitam. 

Nesta aldeia, não se fica sem comer (pelo menos ao domingo), existe um restaurante a funcionar na antiga escola, pela Associação dos Amigos de Covas do Monte. A comida é daquela bem caseirinha de fazer crescer água na boca, confecionada por pessoas da aldeia, com produtos da aldeia. Um cabrito da Gralheira ou uma vitela arouquesa assada num forno a lenha com uma batatinha também assada e arroz, que mais se pode pedir...
Sim mas há mais, mas é conveniente fazer reserva pelo 232357592.
 Se hoje encontramos em Drave uma aldeia desabitada, muitas outras irão existir não muito longe do tempo em que estamos...
Assim vai o interior português.
 Como curiosidade, lembram-se da história de Drave, dos últimos habitantes? Pois nesta aldeia vive juntamente com o seu marido, a filha de um dos últimos habitantes dessa mesma Drave que no fundo fica situada do outro lado de mais uma imensa encosta.

A agricultura e a criação de gado são a base da subsistência de quem ainda por cá vive.
Dá gosto ver as cabras a passar pelas quelhas em busca do seu repasto!
Covas do Monte é assim, convida a regressar!

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Aldeia da Pena, os encantos (ainda) pouco conhecidos do interior profundo português...

Vale sempre a pena, visitar a Pena. É uma das aldeias de encanto desta região. Encanta pelas suas casas de Xisto com telhados de lousa, mas não só.
No dia em que lá estive, a população residente aumentou, de 11 para 13 habitantes!

Fica situada num profundo vale da serra de São Macário, concelho de São Pedro do Sul, distrito de Viseu.
O acesso pode ser feito por estrada mas a mesma tem uma inclinação muito íngreme e é estreita.

Na aldeia existe artesanato com uma exposição na lojinha da Augusta onde se encontra também à venda mel produzido pelas abelhas em colmeias por lá existentes.

Existe ainda um restaurante, Adega Típica da Pena. Fazem pratos por encomenda, por exemplo arroz de cabidela, o galo pica-no-chão, criados pelos proprietários. Também fazem outros pratos, nomeadamente os grelhados. Convém fazer reserva 926549388.


Fica prometida uma caminhada até à aldeia vizinha de Covas do Rio pelo caminho que tem história. 
Antigamente, os habitantes da Aldeia da Pena iam a enterrar em Covas do Rio, um trajecto que era feito a pé e que demorava cerca de hora e meia a percorrer. Os habitantes da aldeia da Pena levavam o caixão aos ombros por aqueles trilhos estreitos e íngremes. Como o caminho era muito estreito, o caixão era levado apenas por dois homens, um à frente e outro atrás.
O percurso entre a aldeia da Pena e Covas do Rio tinha vales muito profundos, com moinhos e cursos de água. Em muitas zonas, o sol mal chegava e as pedras estavam sempre húmidas e escorregadias.
Ao descer uma das encostas, a pessoa que ia à frente com o caixão escorregou, perdeu o equilíbrio e o caixão caiu em cima dele, matando-o, daí dizer-se que o morto matou o vivo.

10ª Feira da Bôla de Lamego - A iguaria que nem se estranha, entranha-se logo!



A Bôla de Lamego é uma das iguarias mais genuínas e distintas da cozinha tradicional portuguesa, sendo um prato típico da região que lhe dá nome. Existem variantes da bôla, podendo esta ser recheada com presunto, salpicão, sardinha, bacalhau, atum, chourição, pá fumada, frango, carne em vinha-de-alhos, fiambre ou (e) queijo.
A Bôla consiste numa espécie de massa de pão que pode ser em modo folhado, mais alta ou mais baixa, recheada com um ou mais dos ingredientes atrás referidos. Pode ser servida como entrada, petisco, lanche ou refeição ligeira.
As Bôlas de Lamego terão surgido em 1139 na sequência da aclamação de D. Afonso Henriques como Rei de Portugal. A cidade não estava preparada para a afluência de gente que se verificou, pelo que foi criada uma iguaria, fazendo uma bola de farinha de trigo, à qual de juntaram carnes da região (fumadas, salgadas ou em vinha-de-alhos), sendo depois cozida em forno de lenha.
O "produto estrela" da gastronomia local volta a estar em destaque na "Feira da Bôla de Lamego" que este ano decorrerá de 15 a 17 de junho, na Av. Dr. Alfredo de Sousa, tendo como cenário o belo Santuário dos Remédios. Certame turístico muito procurado por quem aprecia esta iguaria, este evento terá como novidade na edição deste ano a realização, em simultâneo, da "Feira dos Sabores, Nectares e Tradições de Lamego", uma organização do projeto "CLDS 3G Lamego". Ao longo de três dias, vão reunir no mesmo local diversos produtores de bôla, licores, fumeiros, hortícolas, vinhos e artesanato. Como complemento, e pela primeira vez, serão colocadas ao serviço das pessoas praças de alimentação para a degustação destes produtos.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Santuário de Nossa Senhora dos Remédios em Lamego 🇵🇹️

Ao contrário de muitas informações constantes na internet, na realidade não são 686 os degraus, mas sim 613 para subir ou descer, o que equivale a dizer que se fizerem os dois sentidos é então o dobro, ou seja 1.226.
Vir, ver e confirmar é o melhor remédio!
Eu já confirmei atentamente. Além de que subo e desço inúmeras vezes durante o ano, por vezes a correr porque é excelente para o exercício físico.

Feira Medieval de Lamego 2018 - D. Afonso Henriques e as Cortes de Lamego


Cliquem na imagem para ver maior

sábado, 28 de abril de 2018

Drave a "aldeia mágica" desabitada, um local encantado que a todos desperta curiosidade...

Um lugar que nos faz sentir que estamos no lugar certo no momento certo, que a realização vem do balanço entre o dar e receber…
Situa-se no fundo de um encontro de vales entre as serras da Freita, de S. Macário e da Arada, a cerca de 600 metros de altitude.


Não é acessível de carro, o mais próximo que se chega por este meio é por um estradão de terra e muitas, muitas pedras com inclinação muito acentuada (algo arriscado ir até ao limite, mas é possível), sendo o restante (cerca de 700 metros) feito a pé por um caminho de pedra como a imagem acima demonstra. Não existe telefone, rede móvel (fraca da MEO), eletrecidade, água canalizada nem lojas, logo o dinheiro aqui de nada vale! A aldeia mais próxima é Regoufe a cerca de 4 quilómetros outra opção de acesso a pé de onde existe um caminho pelas encostas da serra até Drave e que é opção de muitas pessoas que visitam a aldeia.
Ao que se percebe, existem duas partes, uma que a imagem acima nos mostra e que seria onde viviam os habitantes e outra na imagem abaixo que presumo fosse para as alfaias  agrícolas e animais, podendo também lá ter eventualmente morado alguém.
A família Martins, Francisco e Maria, parece ter sido a que deu mais força à aldeia tendo chegado ao local e construído o seu solar no século XVIII. Os Martins persistiram até ao limite da existência de moradores e que ocorreu em 2000, na pessoa de Joaquim Martins. Existe na fachada do Solar uma lápide com a seguinte inscrição:
"Neste Solar dos Martins da Drave reuniram cerca de 600 dos seus parentes em 12-9-1946. A convite do Pe. João Nepomuceno Martins, Pároco de Carvalhais".
Manuel Martins da Costa é quem manda edificar a capela  de Nossa Senhora da Saúde em 1851. Para memória futura, estão também aqui duas lápides com inscrições. Por cima da porta principal "Nesta Capela do Solar dos Martins da Drave houve missa solene em 12-9-1946 pelos Martins vivos e defuntos. Foi celebrante o Pe. João Nepomuceno Martins, Pároco de Carvalhais. Assistindo cerca de 600 parentes".
Na lateral: "Por iniciativa de José F. Martins e esposa Maria N. Martins C. moradores em S. Pedro do Sul chegou o telefone a Drave a 15 de novembro e a energia solar a a 30 de dezembro de 1993. Homenagem a todos quantos tornaram possível este projecto. 17-03-1994". (Funcionou até ao ano 2000)


As casas são de xisto com telhados em lousa, salvo a capela que é caiada. Contudo, muitas já se encontram em ruínas o que é uma pena. Ao que se sabe, em certas alturas do ano, deslocam-se ao local escuteiros de Mafamude, Gaia e que vão realizando alguns trabalhos de conservação, mas ainda muito pouco, comparado com as necessidades.






Calcorreando os caminhos da aldeia, espreitando aqui e ali, tirando uma foto mais além, é certo que até podemos parar e pensar; afinal o que leva esta gente toda a vir aqui? Bom, de certa forma a curiosidade e é bem certo que uns somos mais que outros. A aldeia, convenhamos é fotogénica transmitindo esse aspeto mágico com que é reconhecida. 



Aliado a tudo que já foi descrito, temos recantos que são verdadeiros encantos, aqui a mãe natureza caprichou com alguma mão do homem à mistura. Pequenas cascatas e uma água transparente em tons esmeralda nos poços mais fundos, um verdadeiro oásis onde não faltam sombras e espaços para "piquenicar" e descansar sobre uma manta.  


Fui à descoberta de Drave no dia da Liberdade, 25 de abril de 2018. Foram muitas as pessoas que neste dia se deslocaram à aventura e a banhos, à descoberta ou simplesmente a repetir a façanha e que será também meu intento, sem qualquer sombra de dúvida. Também outras aldeias próximas mereceram a minha atenção, o meu olhar e em breve aqui chegarão, outras haverá que ficaram na lista para visitar futuramente. Até breve Drave!