O cenário não foi só de beleza, bem pelo contrário. A pouco e pouco começaram a ver-se
estradas obstruídas e cortadas e o perigo iminente, nomeadamente em locais onde
havia árvores. Algumas localidades com falha de luz durante dias pela queda de
postes, cabos elétricos, inúmeras ramadas caídas e também árvores, que devido à
acumulação de gelo nas mesmas (segundo entendidos, triplica o peso) as fez
cair. Nas matas nos arredores da cidade o cenário era de destruição, dando
ideia de ter passado pelo local um furacão. Tudo provocado pelo fenómeno raro denominado de "chuva congelada" ou "chuva gelada".
Um dos
locais mais afetados foi a mata dos Remédios, pleno “pulmão” da urbe, deixando
o Santuário sem acessos viários durante 3/4 dias. A falta de luz foi outra
falha no Santuário durante dois dias devido à queda de inúmeros postes e cabos
de eletricidade. Ficam apenas algumas de muitas imagens tiradas via telemóvel.
Um
cenário aterrador com muitos estragos à mistura e que, para concluir este tema, ficam as palavras do
Reitor do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, Dr. João António Pinheiro
Teixeira:
“A natureza está sempre a ensinar. Ensina quando encanta, ensina quando
ameaça, ensina quando agride. Não é só o violento que causa estragos. Às vezes,
até o discreto e o silencioso surgem inundados de perigos. Em 120 anos de vida,
o Parque de Nossa Senhora dos Remédios já viu muitas árvores derrubadas por
causa de violentas tempestades de vento. Mas nenhuma dessas violentas
tempestades derrubou tantas árvores (mais de duzentas) como a mansa «chuva
congelada» desta semana. O mesmo aconteceu noutros locais, aliás. O perigo está
onde menos se espera. O cenário (visual e sonoro) era belo. Mas, como sempre, o
belo, só por si, não é tudo. E, neste caso, foi muito perigoso. Enfim, lições
da sábia (e nem sempre meiga) natureza!”
















