Neste blog, mais imagens do que palavras...
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The photography is a passion that does not require to be cultivated, nourished solely by that one picture is worth a thousand words!

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quinta-feira, 21 de março de 2019

Memorial a D. António Francisco dos Santos na Igreja de Almacave em Lamego.

A 19 de março de 2019, na passagem do 14º aniversário, da sua Ordenação Episcopal, homenagem da Paróquia de Almacave, a título póstumo, a D. António Francisco dos Santos, Bispo do Porto, falecido a 11 de setembro de 2017, o qual integrou a equipa sacerdotal de Almacave, entre 1991 e 2005, antes de ser escolhido para Bispo.

Uma obra do arquitecto Jorge Ferreira Matos
Foi bispo-auxiliar de Braga desde 21 de Dezembro de 2004 a 8 de Dezembro de 2006. Desde essa data foi bispo de Aveiro, tendo sido nomeado sucessor de D. Manuel Clemente como bispo do Porto a 21 de Fevereiro de 2014. Foi administrador diocesano da Diocese de Aveiro entre o período da sua nomeação para prelado do Porto até à sua entrada oficial a 5 de Abril de 2014[1]
Concluiu o Curso Superior de Teologia no Seminário Maior de Lamego em 24 de Junho de 1971.
Foi ordenado Diácono em 22 de Agosto de 1971 e sacerdote a 8 de Dezembro de 1972.
A partir de 1974 estudou em Paris, Filosofia e Sociologia. Concluiu a Licenciatura de Filosofia na Faculdade de Filosofia do Instituto Católico de Paris, em 1977, e o Mestrado em Filosofia Contemporânea, na mesma Faculdade em 1979.
Faleceu devido a um ataque cardíaco no Porto, no dia 11 de Setembro de 2017
“Não devemos ter medo da bondade”



quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Mais que um grande amigo, a perda de um grande Homem...

Foi com grande pesar e consternação que se soube do falecimento de D. António Francisco dos Santos, Bispo do Porto, na manhã do passado dia 11 de setembro. Encontrava-se na Casa Episcopal, onde residia, quando um ataque cardíaco fulminante lhe roubou a vida. Nasceu em Tendais – Cinfães (Diocese de Lamego), a 29 de agosto de 1948, contando portanto, 69 anos de idade.

A sua Ordenação Presbiteral ocorreu a 8 de dezembro de 1972. Foi Ordenado Bispo a 19 de março de 2005 na Sé Catedral de Lamego, sendo que, já em dezembro de 2004 havia sido nomeado Bispo Auxiliar de Braga, pelo então Papa João Paulo II. A 21 de setembro de 2006, foi nomeado Bispo de Aveiro, pelo Papa Bento XVI, diocese em que esteve cerca de 8 anos. Em 21 de fevereiro de 2014, sucedeu a D. Manuel Clemente como Bispo do Porto. D. António formou-se em Teologia no Seminário Maior de Lamego, terminando os estudos em 1971. Estudou também Sociologia Religiosa e Filosofia, em Paris, tendo também trabalhado na paróquia de S. João Baptista de Neuilly-Sur-Seine, local onde assumiu a responsabilidade pastoral da comunidade portuguesa emigrada.
No regresso ao seu país, foi professor no seminário de Lamego, foi chefe de redação do jornal diocesano “Voz de Lamego”. Em 2004, foi nomeado pró-vigário geral da diocese e também deu aulas no Instituto Superior de Teologia do Núcleo Regional das Beiras, da Universidade Católica Portuguesa. Na Conferência Episcopal Portuguesa, era atualmente o presidente da comissão episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana.
Na sua primeira homilia enquanto Bispo do Porto, D. António referiu que “Os pobres não podem esperar”, lembrando haver necessidades de prioritária intervenção, como a alimentação, a saúde, a habitação. A sua especial atenção aos mais frágeis é uma imagem que perdurará eternamente a si relacionada. O contacto com os jovens foi outra das suas constantes preocupações em diversas ações, nomeadamente na ideia de importar do Brasil a Cristoteca, quando a Diocese de Aveiro fez 75 anos, levando “tendas cristãs” às praias.
Dois dias antes à sua morte, sábado, esteve em Fátima a presidir e acompanhar a peregrinação diocesana.
D. António Francisco dos Santos, era um homem muito ligado a Lamego e às suas gentes pelo que é natural que seja mais que muita a saudade e vazio que deixa a todos com quem privou e, em cada um deles, um amigo. Um ser maravilhoso, com um constante sorriso nos lábios, esse mesmo sorriso e a amizade que ficará connosco para sempre, com a certeza da sua inesgotável prontidão para ajudar os que mais precisam. Sublime a sua forma de usar as palavras em cada momento, de forma delicada e carinhosa para com cada qual.
Todos guardaremos, deste nosso amigo, a ternura com que a todos tratava, as suas lições, a disponibilidade, o incentivo, o carinho, a pedagogia, o saber ser e o saber estar, o escutar e tantos outros adjetivos que se poderiam ligar a este grande homem que jamais o sentiremos longe dos nossos corações!

Na vida de cada um, para a vida permanecerá!
Até sempre estimado amigo.
Rui Pires