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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

A Santinha Aparecida

Poucos terão conhecimento mas no concelho de Lamego, mais em concreto em Lalim, existe uma Santa que está exposta aos olhos de todos quantos a visitam. É denominada de Santinha Aparecida. Está depositada numa capela anexa à Igreja de Santa Maria Maior de Lalim.
Consta-se que o seu aparecimento ocorreu no cemitério que é hoje o adro da igreja, debaixo de uma oliveira, em frente à porta travessa, local onde terá sido anteriormente enterrada.
Por volta de 1894, dizem ter havido uma epidemia, que vitimava muita gente. O coveiro ia então de noite abrir covas, para, de manhã enterrar as vítimas. Morreu nesta altura um senhor chamado José Pombinho, e, por isso, o coveiro, Senhor António Gordo, abriu uma cova, onde ainda se encontrava intacto outro cadáver. A mulher do defunto Sr.ª Maria do Freixo, não consentiu que o marido aí fosse enterrado, pois aquele corpo intacto podia ser de alguma excomungada. Assim, o Sr. José Pombinho foi enterrado noutro lugar.
Como diziam que o corpo era de uma excomungada, fizeram-lhe vários delitos, arrastando-a em procissão à volta da igreja, originando então ferimentos que ainda hoje se encontram no seu corpo. Mas o padre acreditou e consentiu que o seu corpo fosse levado para a sacristia. As pessoas piedosas é que trataram dela. Quando apareceu, tinha a cara cheia de terra e uma senhora muito religiosa, de nome Maria Teodora, lavou-lha com uma escova. Como ficou bastante estragada, cobriram-na depois com cera, ficando com a cor que ainda hoje tem.
Não deixava despir a roupa de dentro e ainda tem uma liga de burel numa coxa que nunca deixou, nem deixa tirar, tendo também um braço partido devido às raízes da oliveira onde caía a água em cima.
Veio depois o padre Eduardo, que tinha um cancro na língua e para saber se ela era santa, “chamou-se” a ela. Logo o cancro desapareceu. Mas, porque depois queria “vender” o corpo da santinha para Cambres, de novo lhe apareceu a enfermidade e disso morreu.


Desde o seu aparecimento que logo se ouviram uns "zuns-zuns" – ora é santa, ora não é santa! O seu aparecimento tornou-se mais conhecido pelo seguinte facto: 

O Manuel Carneiro dizia a um homem de Cambres que aqui vinha medir vinho que tínhamos uma santa em Lalim. Este respondeu que só acreditava se encontrasse a sua mãe, que já estava há muito tempo paralisada, sentada à mesa, quando chegasse a casa. E assim aconteceu. O milagre espalhou-se e as pessoas começaram a vir de todos os lados. Tiravam então bocadinhos de tecido e mesmo de carne, que levavam como relíquia e recordação da Santa de Lalim.
Tem hoje o nome de Santinha Aparecida, porque ninguém sabe o seu nome ou a família a que pertencia.