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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Douro Património Mundial é excluído de direitos de prospeção mineira.

Não vai haver qualquer prospeção ou exploração mineira na região do Douro Património Mundial. O esclarecimento vem depois de uma proposta publicada em Diário da República.

O Ministério do Ambiente garantiu esta quinta-feira que “não vai haver qualquer prospeção e pesquisa [mineiras] no Alto Douro Vinhateiro (ADV)” e que esta zona, bem como “tudo o que seja Património Mundial”, será “excluído de qualquer atribuição de direitos”.
“O que se passou é que a empresa fez um pedido, esse pedido foi publicitado [no Diário da República], como manda a lei, e está na fase inicial de tramitação e análise na DGEG [Direção Geral de Energia e Geologia]”, esclareceu o Ministério, numa resposta escrita enviada à Lusa.
De acordo com a tutela, “como é evidente, não vai haver qualquer prospeção e pesquisa no ADV” e, naquele processo publicitado no DR, “tudo o que seja ADV e Património Mundial será excluído de qualquer atribuição de direitos”.
De acordo com dois avisos publicados no DR em abril e maio, foi requerida pela Fortescue Metals Group Exploration Pty Ltd. “a atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de depósitos minerais” para os concelhos de Alijó, Carrazeda de Ansiães, São João da Pesqueira, Sabrosa, Torre de Moncorvo, Vila Flor e Vila Nova de Foz Côa, nos distritos de Vila Real, Bragança, Viseu e Guarda.
Para uma área superior a 500 quilómetros quadrados, foi pedida a “atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de depósitos minerais de ouro, prata, chumbo zinco, cobre, lítio, tungsténio, estanho e outros depósitos de minerais ferrosos e minerais metálicos associados”, segundo o DR.
O Ministério do Ambiente assegura que sempre que é feito um pedido ele tem de ser divulgado, mas tal não significa que os direitos de prospeção sejam atribuídos.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte (CCDR-N) revelou na quarta-feira ter recebido do Ministério do Ambiente a garantia de que a prospeção mineral prevista na região duriense deixa de fora a zona classificada como Património Mundial. “Ainda que tenha sido publicitado um pedido para a prospeção e pesquisa de minérios numa localização duriense, a CCDR-N esclareceu de imediato com o Ministério do Ambiente que tal investimento, a avançar, será excluído da área protegida pelo título da UNESCO”, disse aquele organismo numa resposta enviada à Lusa.
De acordo com a CCDR-N, “não está em causa qualquer prospeção e/ou pesquisa” mineral “na área classificada”.
O ICOMOS, organização consultora da UNESCO, considera que “uma substancial parte dos projetos em causa são para a área do ADV e para a sua zona especial de proteção”, o que levará à perda da classificação.
Num documento a que a Lusa teve acesso na terça-feira, o ICOMOS – Conselho Internacional de Monumentos e Sítios alerta que os projetos de prospeção de minérios no ADV são uma “agressão irreversível” àquele Património Mundial, implicando proibir a cultura da vinha e ficar sem o título atribuído pela UNESCO em 2001.
Para o ICOMOS, a concederem-se os direitos de prospeção de minérios, “estarão em perigo várias áreas de singular importância paisagística, nomeadamente na zona de foz Tua (ambas as margens do Douro), no planalto de Favaios, nas encostas do Castedo, ou a secular Quinta do Vale Meão”, alerta o ICOMOS.
O ICOMOS assinala ainda que “o Estado, por proposta da Entidade Gestora do ADV, deveria ter já apresentado relatório de avaliação de impacte patrimonial quanto à intenção de atribuição desta conceção”.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Pelo Douro, entre o passado e o presente com ligação ao futuro 💚💛❤️


Ponte da A24 sobre o rio Tanha e Corgo e em baixo a ponte férrea da extinta linha do Corgo que ligava a linha do Douro (Régua), a Chaves, passando por Vila Real.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

⛵🇵🇹️⛵ REGATA DO VINHO DO PORTO NO DOURO VINHATEIRO ⛵🇵🇹️⛵

A 10 de Setembro de 1756, Marquês do Pombal, dava inicio à criação da Região Demarcada do Douro. 262 anos depois comemorou-se o Port Wine Day em homenagem a este vinho único e a todos aqueles que mantém viva esta paisagem Património da Humanidade.

A paisagem Património Mundial do Douro ficou ainda mais maravilhosa neste dia com os Barcos Rabelos a regressar às origens de velas içadas e, a colorir o Rio Douro numa regata integrada na celebração do Port Wine day, o dia oficial para a comemoração do dia do Vinho do Porto.



Bom, na realidade era suposto realizar-se uma regata, mas que, motivado pela falta de vento, acabou por não se realizar, para deceção dos milhares que acorreram às margens do Douro. Não foi por falta de tentativas da organização; era suposto partirem de Bagaúste, seguindo até ao Pinhão, mas acabaram por ser rebocados até à foz do rio Tedo e ali permaneceram, içando as velas, na tentativa de que se conseguissem deslocar, mas, após um certo tempo de espera, foram de novo rebocados até Bagaúste, seguindo hoje de regresso a Gaia e ao Porto. 


Estes barcos foram, em tempos, o meio de transporte de milhares de pipas desde esta região demarcada até Gaia e hoje são um ex-líbris da nossa história.
“Trazer de volta os Barcos Rabelo ao Douro Vinhateiro é uma homenagem a todas as gerações que durante a história da região demarcada mais antiga do mundo contribuíram para que hoje seja uma referência mundial”.
© RuiJorgePires | Olhar d’Ouro