Neste blog, mais imagens do que palavras...
A fotografia é uma paixão que não requer ser cultivada, tão somente alimentada, pelo que uma imagem vale mais do que mil palavras!

In this blog, more pictures than words ...
The photography is a passion that does not require to be cultivated, nourished solely by that one picture is worth a thousand words!

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sábado, 7 de março de 2020

👺Entrudo e Caretos de Lazarim 👿 Lamego'2020 👉Genuíno e tradicional👹

Maravilhosa reportagem do Tradicional Entrudo de Lazarim, um dos mais genuínos de Portugal.
👉Vale a pena ver o vídeo que abaixo vos deixo com o som ambiente ao vivo!
👉Pelas ruas de Lazarim, concelho de Lamego, "vagueiam" os Caretos, figuras esculpidas em madeira de amieiro por artesãos da terra, para gáudio de milhares de forasteiros que a cada ano são mais.

👉A leitura dos testamentos do Compadre e da Comadre, a respetiva queima/estoura de ambos, o concurso de melhor máscara, são ingredientes aos quais de junta a oferenda no final do dia da feijoada e do caldo de farinha com enchidos, a todos os foliões...

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

𝑨𝒄𝒊𝒅𝒆𝒏𝒕𝒆 𝒏𝒂 𝒍𝒊𝒏𝒉𝒂 𝒅𝒐 𝑻𝒖𝒂 – “𝑴𝒊𝒔𝒔ã𝒐 𝒅𝒖𝒎𝒂 𝒗𝒊𝒅𝒂” … 𝒗𝒊𝒗𝒊𝒅𝒂 𝒏𝒂 𝒑𝒓𝒊𝒎𝒆𝒊𝒓𝒂 𝒑𝒆𝒔𝒔𝒐𝒂. Parte 2

...A missão duma vida (2ªparte) - Clique aqui para ver a 1ª parte

"Dos fracos não reza a história" e não reza mesmo. Nunca esta frase fez tanto sentido como aquilo que se iria passar durante a semana durante as buscas às restantes vítimas.

Segunda-feira, para nós, foi um dia calmo para descomprimir das emoções fortes dum domingo cheio de ação e perigos mas com a sensação de missão cumprida ainda muito presente. Reunimo-nos no sítio do costume depois do almoço para conversar e colocar as ideias em ordem. Outra tripulação assumiu as buscas durante o dia e entretanto já tinham recuperado um dos corpos junto ao comboio ficando a faltar o revisor e o maquinista mas com a corrente forte do rio eram difíceis senão impossíveis buscas ao longo do rio.

No dia seguinte e apenas com um elemento novo na tripulação, recuperador salvador, arrancamos manhã cedo de Santa Comba Dão com destino ao rio Tua para tentarmos encontrar as duas vitimas que faltavam porque tinham cortado o caudal do rio numa barragem e era agora possível ter mais visibilidade nas margens onde possivelmente o corpo estaria. De facto assim foi e ainda durante a manhã o meu "olho de falcão" detecta um corpo submerso numa margem encostado a umas pedras. Tratava-se do revisor do comboio. Entramos em voo estacionário e através da operação de guincho recuperamos o corpo e sem entrar no helicóptero foi colocado junto às equipas de resgate que se encontravam na linha do comboio. Fizemos mais vários voos durante o dia mas não foi possível avistar o corpo que faltava, o maquinista da composição.

Entretanto a meteorologia começou a se degradar e fomos desmobilizados com regresso imediato a Santa Comba Dão. A viagem de regresso começou bem embora com fraca visibilidade mas que com o passar do tempo foi piorando. Por razões de segurança o João Lima optou por aterrarmos no parque de estacionamento dum restaurante e esperamos que a meteorologia melhorasse para regressarmos à base. Aterramos em segurança só que para nosso desgosto o restaurante estava encerrado o que não impediu o João Lima de ir bater à porta. Fomos todos atrás dele e ele bateu à porta. Surgiu um senhor muito admirado por ver um helicóptero estacionado no local dos carros mas muito atencioso falou connosco mas o melhor estava para vir, o senhor era gago e muito. O João Lima fazia várias caretas para tentar perceber o que o senhor dizia e complicou-se ainda mais quando olhava para nós e estávamos todos quase a rebentar de riso. Depois de agradecer ao senhor voltou-se danado para nós porque em vez de o ajudarmos estávamos todos no gozo mas ele próprio depois se desmanchou a rir e começou a falar connosco a gaguejar. Por fim a meteorologia deu tréguas e entre risos, gargalhadas e muito gaguejar lá fomos de regresso à base para mais um descanso merecido.


No dia seguinte o helicóptero já não foi requisitado e ficámos todos em modo de espera na base. Também as buscas desse dia não permitiram encontrar a última vitima tendo sido suspensas durante a noite.
Voltámos a comparecer na base no outro dia pelas 8 da manhã mas continuávamos em terra. Segundo informações que obtivemos as buscas estavam agora a ser efectuadas junto às margens por mergulhadores dos bombeiros. Voltámos à boa disposição do costume com cafezinhos e algumas anedotas com conversas da treta. Subitamente somos interrompidos pelo telefone da base com um telefonema do CNOS a pedir a saída urgente do HOTEL1 para o rio Tua porque tinha acabado de haver um acidente com os mergulhadores dos bombeiros. Como estava tudo pronto a descolagem foi ao minuto e à velocidade máxima prosseguimos para o local.
Já na aproximação e via rádio fomos informados que um cabo de aço que se encontrava entre as duas margens e que permitia que os mergulhadores se agarrassem para vistoriar as margens partiu e arrastou vários mergulhadores não se sabendo qual a situação ou localização dos mesmos.
A opção passou por iniciarmos um voo rasante a subir o rio na esperança de os encontramos rapidamente e assim foi. Numa zona em que o rio tinha poucas curvas avistamos um mergulhador no meio do rio a ser arrastado mas já em sérias dificuldades. Como o rio ali era muito apertado e não permitia rodar o helicóptero o João Lima faz uma das manobras mais fantásticas a que já assisti e que muitos poucos pilotos a conseguiriam executar. Passou por cima do mergulhador e iniciou uma manobra de subida agressiva a sair do rio tipo "stall turn" e depois desce para o rio mas já no sentido inverso e a voar baixo já direito ao mergulhador mas agora a acompanhar a descida do rio. Como um problema nunca vem só o rio uns metros à frente fazia uma curva de quase 90º não permitindo o resgate e morte quase certa do mergulhador contra as rochas. De imediato O João Lima manda o operador de guincho colocar o recuperador fora do helicóptero e a descer visto só termos uma oportunidade ou ele ia ter morte certa. Quando olhei pelo meu espelho nem queria acreditar, tinha o recuperador a descer de cabeça para baixo e a parede cada vez mais perto. De repente vejo o recuperador a conseguir agarrar pela cabeça o mergulhador e a tira-lo da água e o João a travar o helicóptero porque mais uns metros e tínhamos a parede.
Já dentro do helicóptero percebemos que o mergulhador se encontrava inanimado tendo o recuperador iniciado manobras para o recuperar enquanto voávamos para a estação de comboios do Tua onde estava o pessoal do INEM. Quando aterramos já ele se encontrava consciente para nossa alegria tendo sido levado para observação.

Enquanto estamos a deixar a vítima fomos informados de que ainda faltam mergulhadores arrastados. Voltamos de imediato ao rio e sempre a subir acabamos por avistar dois mergulhadores nas margens do rio. Um deitado inanimado numa rocha e o outro junto dele em pânico e a chorar compulsivamente. Entramos em estacionário e voltamos a descer o recuperador apenas com a mochila de primeiros socorros. Neste momento passamos a espectadores numa guerra que o recuperador faz entre a vida e a morte a tentar reanimar o mergulhador. A determinada altura pede a maca SAR, coloca com a ajuda do outro mergulhador a vitima na maca e é resgatado para o helicóptero. Já dentro do helicóptero continua com as manobras de reanimação e para alegria de todos nós ele abre os olhos e tosse embora muito debilitado. Voltamos à estação e entregamos a vítima ao INEM. A nossa adrenalina estava no máximo num misto de alegria e alegria por eles estarem bem. Acabamos por ficar por ali e fomos visitar à tenda os dois mergulhadores que curiosamente estavam revoltados connosco "porque razão não estávamos ali para os socorrer em vez de estarmos estacionados em Santa Comba Dão". Explicamos que como eles cumpríamos ordens e após tudo esclarecido ficámos todos amigos.
Após mais um dia, e que dia, voltamos à base e para as nossas famílias que segundo nós é sempre a parte mais importante da missão.

Chega então o último dia de buscas, o 7º dia, e era o tudo por tudo. Faltava encontrar o corpo do maquinista para que a missão ficasse completa e a família pudesse fazer o funeral e o luto. Após vários voos efectuados e sem avistar nada ficamos à espera do fim do dia para regressar. Antes do regresso à base decidimos fazer um último voo a subir o rio até ao local do acidente e depois descer e regressar a casa. Foi a decisão do dia. O João Lima voou o helicóptero até ao local do acidente e passou-me os comandos para eu descer o rio e voar de regresso a casa. Após pouco tempo de ter iniciado a descida do rio pareceu-me ver algo estranho na água. Parei o helicóptero e recuei um pouco. Pedi ao operador de guincho que visse o que é que estava encostado na margem no meio das pedras. A euforia instalou-se de imediato na tripulação, era o corpo do maquinista e o que eu tinha visto era parte do tronco e o cinto. Iniciamos de imediato a recuperação do corpo da água e sem entrar dento do helicóptero foi colocado na linha do comboio onde já se encontravam várias pessoas pois tínhamos avisado via rádio que tínhamos localizado o corpo da última vítima.

O sentimento de missão totalmente cumprida era agora um misto de alegria, tristeza pela morte das pessoas mas principalmente de alívio.



O Dr. Jorge Gomes, na altura Governador Civil, decidiu reunir todos os elementos de proteção civil na estação do Tua para um agradecimento público pelo empenho de todos. A chuva entretanto começou a cair com alguma intensidade mas ninguém arredou pé. Os únicos que estavam abrigados da chuva era a tripulação do HOTEL1. Nisto o Dr. Jorge Gomes pede a que um elemento da tripulação vá para o palanque representar o meio aéreo. Nisto sinto um empurrão nas costas e sem que pudesse evitar estava no meio da estação. Tinha sido o João Lima a empurrar-me e ainda o ouvi dizer: "Vai lá Joãozinho que tu é que és jornalista e tens jeito para isso". Acabei por ficar também no palanque a dividir a chuva com os restantes mas sempre com o apoio da tripulação do HOTEL1 que não paravam de fazer sinais de OK e riam desalmadamente.
A chuva acabou por atrasar o regresso à base tendo nós todos optado por jantar umas belas enguias num restaurante junto à estação com o dono do restaurante sem sair de junto de nós a contar histórias de pessoas que tinham morrido trucidadas pelo comboio ao longo dos anos.
Finalmente e já de noite iniciamos o regresso à base mas tivemos de divergir para o aeroporto do Porto para reabastecer o helicóptero pois o tempo extra para a recuperação e o mau tempo exigia que por razões de segurança tivéssemos um alternante caso não conseguíssemos aterrar em Santa Comba Dão.
O comandante João Lima era um piloto muito acima da média e um homem com o "H" muito grande. Até hoje continuo a acreditar que só ele era o único comandante capaz de efetuar uma missão daquelas. Estejas onde estiveres "Joãozinho" eu sei que continuas a olhar por nós.

"ATÉ SEMPRE TRAINER"

sábado, 16 de novembro de 2019

O outono🍂 é, por excelência, a estação do Dióspiro🍑

Em Portugal🇵🇹 o dióspiro pode ser encontrado em duas variedades predominantes: o de cor vermelha (na foto) e o de cor alaranjada.
👉Este da imagem é o mais consumido, essencialmente no estado maduro. Nesta etapa, trata-se de um fruto bastante doce e mole sendo necessário muito cuidado para realizar o seu transporte.
👉Já a segunda variedade é bem mais duro, por isso, denominado dióspiro “de roer” ou “de maçã”. Possui ainda um sabor bastante menos doce quando em comparação com o primeiro.
👌O valor nutricional do dióspiro é elogiado por muitos especialistas. Contém cálcio, ferro, fósforo, proteínas e açúcares redutores, como é o caso da frutose e da glucose, além de vitamina A e C e, em menor percentagem, vitaminas B1, B2 e B3. Com o seu sabor característico, pode ser ingerido como fruto sem transformação ou em musse, com lima e um pau de canela.
👌Também pode ser facilmente integrado em bolos, em saladas, em gelados e até em bebidas, incluindo sumos, batidos e smoothies. As suas propriedades medicinais também são enaltecidas. É bom contra a diarreia, a colite e o colesterol. Também atua no controlo da glicemia. Favorece, ainda, a visão, a pele e o crescimento dos ossos.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

𝐖𝐢𝐧𝐞 & 𝐌𝐮𝐬𝐢𝐜 𝐕𝐚𝐥𝐥𝐞𝐲 - O Festival que celebrou o vinho, a gastronomia e a música no vale do Douro


O 𝐖𝐢𝐧𝐞 & 𝐌𝐮𝐬𝐢𝐜 𝐕𝐚𝐥𝐥𝐞𝐲 proporcionou, dois dias de concertos inesquecíveis.... mas não só...

O primeiro grande festival em Portugal inspirado no vinho e que também celebrou a gastronomia e a música atraiu cerca de 18 mil pessoas em pleno coração do Douro Vinhateiro e em plena época de vindimas. Foi a 14 e 15 de setembro.


Numa primeira edição, constitui desde já um grande êxito a nível da organização, com vários milhares de pessoas, de copo na mão, a usufruir de um dos cenários mais belos do mundo. Música, gastronomia e vinho foram a combinação perfeita para o sucesso e maravilhar os festivaleiros.

Wine & Music Valley contou com três palcos diferentes e inúmeras atuações ao longo dos dois dias. 





Pelo “Douro Stage”, passaram nomes como Bryan Ferry, Mariza, António Zambujo, Xutos & Pontapés e Seu Jorge, entre outros. No “Wine Stage” estiveram os HMB, The Black Mamba e Xinobi & Anna Prior. No espaço “Chef’s Stage” chefs de cozinha de renome como Rui Paula, Miguel Castro e Silva, Vítor Matos, Pedro Pena Bastos, Tiago Bonito ou Tiago Moutinho confecionaram pratos emblemáticos.


Sem dúvida alguma que o Douro já merecia um evento desta dimensão onde a cerveja fica de fora porque o vinho é o rei ou não fosse este um festival que celebra os néctares e a gastronomia da Região Demarcada do Douro.


O festival decorreu no Porto Comercial de Cambres, Lamego, mesmo em frente à cidade do Peso da Régua.

terça-feira, 30 de julho de 2019

Grutas das Minas de Queiriga... Mesmo não podendo, ir é o melhor remédio!




As grutas das minas da Queiriga, concelho de Vila Nova de Paiva, distrito de Viseu - Portugal, escondem uma lagoa azul linda que sobressai à vista, fruto da entrada da luz solar na diagonal e contra o tipo de minério existente.
A luz entra por entre várias galerias, sustentadas por colunas naturais, através de várias aberturas na vertente oeste do monte.
Também conhecidas como Minas de Lagares, foram uma exploração mineira com um apogeu nos anos 40 chegando, tendo chegado a empregar cerca de 500 operários.
 Os principais minérios extraídos eram a Cassiterite (óxido de estanho) e a Wolframite (volfrâmio).
 Há cada vez mais aventureiros que aqui se deslocam para contemplar as grutas formadas aquando da exploração mineira desta zona.
No seu interior nota-se uma elevada humidade e, na época quente,  o corpo vai-se aos poucos adaptando ao frio no interior, sendo notada uma grande diferença à saída.

Nada impede uma visita, mas é preciso muito cuidado com os perigos. No dia em que lá estive, por incrível que pareça, três aventureiros de toalha ao ombro, decidiram, mina adentro, ir mergulhar naquelas águas, desconhecendo eu e com certeza eles, os perigos de um contato com aquelas águas, além de outros pelo arriscado que acaba por ser chegar até à água, quanto mais mergulhar nelas.

O espaço tanto interior como exterior  já esteve arranjado e aberto para visitas, mas foi vandalizado e nada mais foi feito. Ainda se vê ao longo da mina alguns elementos de apoio aos visitantes, outros que foram sendo adaptados de forma improvisada. 
Actualmente desactivadas, estão a ser objecto de um estudo de exploração turística por parte da Câmara de Vila Nova de Paiva e da empresa concessionária.
Estas grutas ficam próximo de Queiriga, aldeia com 575 habitantes, denominada de aldeia mais “francesa” de Portugal, conhecida por quadruplicar o número de moradores no verão com a chegada dos emigrantes.
Deixo um vídeo um pouco mais detalhado destas grutas. Espero que gostem. Obrigado!

sábado, 6 de julho de 2019

Jardins do Palácio Fronteira em Lisboa - Parte II - A parte que desagrada...

Tal como prometido, aqui fica um dos motivos por que me desagradou a visita a este espaço que é pago. 

 No final da visita, fiz questão de na entrada apresentar verbalmente a reclamação às funcionárias que entre outras desculpas disseram que seria culpa da arquiteta paisagista Cristina Castel-Branco e sua equipa, vistos os lugares para haver água terem fugas e ninguém mais os reparou, então está tudo a monte e sujo, pelo menos estava quando lá fui. Disseram que se calhar iam fechar essa parte colocando lá essa informação... Disseram que os responsáveis já faziam muito e com dificuldades (com tão grande volume de visitas pagas?)... Agora, não podem é por um visitante a pagar para ver isto! Se não podem, fechem portas. E apoios há muitos... Assim como muita falta de informação pelo espaço, nem pessoas a orientar, pelo que se pode andar (querendo) até para outros locais ainda piores da envolvente deste espaço, nada o impede! 
Fiquei mesmo muito desagradado de ter pago 4 entradas e, nem um bilhete para famílias existe... Ficam as imagens que falam por si...